Subsídio por doenças profissionais

Noção e Caraterísticas


O que é?

O subsídio por doença profissional é uma prestação em dinheiro destinada aos trabalhadores que estão temporariamente impedidos de trabalhar devido a uma doença profissional.

 

Quem tem direito?

-Os trabalhadores por conta de outrem (excluindo os trabalhadores da Administração Pública);

-Os trabalhadores independentes (a recibos verdes ou empresários em nome individual) a descontarem para a Segurança Social;

-Os trabalhadores domésticos, desde que estejam inscritos como trabalhadores por conta de outrem;

-As pessoas inscritas no seguro social voluntário, se pagarem os 0,5% para doença profissional.

São condições necessárias para ter direito à prestação?

-Ter um Certificado de Incapacidade Temporária para o trabalho passado pelo Serviço Nacional de Saúde (baixa) que indica que tem uma doença profissional;

-Ter os descontos para a Segurança Social em dia até 3 meses antes, se for trabalhador independente ou beneficiário do seguro social voluntário.

-Ter os descontos para a Segurança Social em dia se for trabalhador por conta de outrem. Se a entidade empregadora não estiver a fazer os seus descontos, só tem direito ao subsídio se tiver avisado a Segurança Social quando começou a trabalhar para essa entidade.

 

Qual o valor da prestação?

O valor da prestação é calculado de forma diferente, consoante a incapacidade temporária seja absoluta ou parcial:

-Se a incapacidade temporária for absoluta, o beneficiário recebe 70% da sua remuneração de referência nos primeiros 12 meses e 75% daí em diante.

-Se a incapacidade temporária for parcial, o beneficiário recebe 70% do valor correspondente à redução sofrida na capacidade de ganho.

 

Quem pode requerer e em que prazo?

A atribuição da prestação depende da emissão de dois documentos, o Certificado Temporário para o Trabalho por Doença (CIT) e a Participação Obrigatória (PO).

A PO é enviado eletronicamente pelos serviços de saúde à Segurança Social, devendo ser feita no prazo de oito dias a contar da data de diagnóstico (ou presunção de existência) de doença profissional.

Por sua vez, o trabalhador deve entregar uma cópia do CIT ao seu empregador, como justificação da baixa e manter uma cópia para si próprio, como prova de situação de incapacidade e para a eventualidade de necessitar de prolongamento da baixa.

 

Qual é a duração da prestação?

No caso da incapacidade temporária absoluta, a prestação é recebida a partir do primeiro dia em que o trabalhador não trabalha e lhe é dada baixa pelo médico do Serviço Nacional de Saúde. O trabalhador recebe a prestação até estar curado, a incapacidade passar a ser considerada permanente (situação em que passa a receber uma pensão) ou acabar o prazo (normalmente o subsídio é suspenso ao fim de 18 meses, mas pode ser prolongado até 30 meses, se o médico achar que há possibilidade de recuperação).

No caso da incapacidade temporária parcial, o trabalhador começa a receber a prestação a partir da data indicada pelo médico do Departamento de Proteção contra os Riscos Profissionais (DPRD) e termina quando o médico do DPRD lhe der alta.

 

Não pode acumular com:

-Subsídio de desemprego;

-Subsídio de doença;

-Pensão por incapacidade permanente absoluta para o trabalho habitual pela mesma doença;

-Pensão por incapacidade permanente absoluta para todo e qualquer trabalho;

-Pensão de velhice;

-Subsídio para frequência de cursos de formação profissional;

-Pensão por incapacidade permanente parcial (IPP).


Fontes: Segurança Social (2020) Guia Prático - Incapacidade Temporária por Doença Profissional.

Para mais informações consulte a legislação em vigor e o referido guia.

Legislação Nacional

Portaria n.º 27/2020 de 31 de janeiro

Procede à atualização anual do valor do Indexante dos Apoios Sociais (IAS).

Portaria n.º 220/2013 de 4 de julho

Primeira alteração à portaria n.º 337/2004, de 31 de março, que estabelece o novo regime jurídico de proteção social na eventualidade doença, no âmbito do subsistema previdencial de Segurança Social.

Lei n.º 98/2009 de 4 de setembro

Regulamenta o regime de reparação de acidentes de trabalho e de doenças profissionais.

Decreto-Lei nº 352/2007 de 23 de outubro

Aprova a Tabela Nacional de Incapacidades por Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais.

Decreto-Lei n.º 28/2004 de 4 de fevereiro

Define o novo regime jurídico de proteção social na doença, no âmbito do subsistema previdencial de Segurança Social que se aplica subsidiariamente às incapacidades temporárias por doença profissional.

Decreto Regulamentar nº 6/2001 de 5 de maio alterado e republicado pelo Decreto Regulamentar nº 76/2007, de 17 de julho

Aprova a lista de doenças profissionais e o respetivo índice codificado.